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Fortunne Capital

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Formação para quem decide sobre capital.

Trilhas de formação em percurso — do vocabulário do mercado à leitura de uma estrutura de operação.

Publicações

O que a casa publicou.

Todo número publicado leva a fonte e a data ao lado. Os dados foram levantados em setembro de 2026 e têm atualização mensal ou trimestral.

01

Mercado de Capitais

Trilha 05 — Empresa e Capital

O mercado de capitais bate recorde — e o lastro imobiliário encolhe

O que significa um semestre recorde em volume com queda em CRI e debêntures.

O primeiro semestre de 2026 foi o maior da história do mercado de capitais brasileiro: R$ 361,8 bilhões em ofertas, alta de 9,8% sobre o mesmo período de 2025, distribuídos em 1.513 operações. O número, isolado, sugere abundância de capital.

A composição conta outra história. As debêntures caíram 12,1%, os Certificados de Recebíveis Imobiliários recuaram 15,8% e os do Agronegócio, 50,4%. O que puxou o recorde foram os fundos híbridos — FIIs cresceram 103,9% e Fiagros, 288,3% — e os FIDCs, com R$ 53,1 bilhões.

Para quem capta, a leitura prática é que o capital existe, mas mudou de porta. O instrumento que financiou obra na última década perdeu espaço para veículos que compram o recebível já originado.

Números, com fonte
Volume total, 1º semestre de 2026R$ 361,8 bilhões — recorde
Variação sobre 1S25+9,8%
Operações1.513, alta de 13%
DebênturesR$ 169,8 bi, queda de 12,1%
CRIR$ 20,3 bi, queda de 15,8%
CRAR$ 7,1 bi, queda de 50,4%
FIDCR$ 53,1 bi
FIIsR$ 39,5 bi, alta de 103,9%
Captação externaUS$ 24,8 bi, melhor desde 2014

Fonte: ANBIMA — Com R$ 361,8 bilhões em ofertas, mercado de capitais encerra o 1º semestre de 2026 com volume recorde · Fonte complementar: Boletim de Mercado de Capitais da ANBIMA, edição mensal

02

Consórcio Estruturado

Trilha 01 — Vocabulário do Mercado

Consórcio de imóvel cresceu 36% — e virou instrumento de capital

Por que a construção civil passou a olhar para um sistema que o varejo criou.

O sistema de consórcios ultrapassou cinco milhões de adesões e cresceu 15% em vendas de cotas em 2025, quase o dobro da meta do setor. O segmento de imóveis avançou 36% no ano — contra uma projeção de 20% — e a associação do setor projeta mais 25% para 2026.

O número importa menos do que a mudança de uso. Consórcio deixou de ser exclusivamente instrumento de aquisição de bem pela pessoa física e passou a ser usado por empresas como capitalização programada: uma forma de constituir capital ao longo do cronograma de uma obra, de um terreno ou de um equipamento, sem custo de dívida bancária.

A matéria explica o mecanismo, o papel do lance, e — principalmente — o que o sistema não faz: não garante prazo, não garante contemplação e não substitui funding.

Números, com fonte
Adesões do sistemaMais de 5 milhões
Crescimento em vendas de cotas, 202515%, contra meta de 8%
Segmento de imóveis, 2025+36%, contra projeção de 20%
Projeção para imóveis em 2026+25%
Projeção do sistema em 2026Até +11%

Fonte: ABAC — Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, Consórcios devem crescer até 11% em 2026 · Fonte complementar: Boletim mensal de dados econômicos da ABAC

A administração de grupos de consórcio é atividade privativa de administradoras autorizadas pelo Banco Central do Brasil, com as quais a Fortunne Capital atua em parceria.

03

Energia

Trilha 02 — Ativos Reais

O Brasil passou de 77 GW em solar — e a maior parte está no telhado

O que a geração distribuída virou, e por que ela interessa a quem investe em ativo real.

O Brasil chegou a 77,6 GW de potência solar instalada em setembro de 2026, superando em 1,7 GW a projeção do próprio setor para o ano. Desse total, mais de dois terços estão em geração distribuída — telhados, pequenas usinas e sistemas de autoconsumo remoto —, e não em grandes parques centralizados.

A matéria explica a diferença entre os dois modelos, o que significa receita contratada de longo prazo num veículo de geração distribuída, e por que a curva de crescimento desacelerou: o setor projeta retração de cerca de 7% nas adições de 2026 em relação a 2025, com o curtailment — o corte de geração por restrição da rede — no centro da discussão.

Para quem olha ativo real, é o exemplo mais claro de um ativo que não é imobiliário e ainda assim tem lastro físico, contrato e horizonte longo.

Números, com fonte
Potência solar instalada, setembro de 202677,6 GW
Geração distribuídaCerca de 54 GW
Geração centralizadaCerca de 23,6 GW
Projeção do setor para 202675,9 GW — superada em 1,7 GW

Fonte: Canal Solar, com dados da ABSOLAR — Setor solar supera projeções para 2026 apesar dos desafios, 11 de setembro de 2026 · Fonte complementar: ABSOLAR — Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

04

Criptoativos & Tokenização

Trilha 03 — Estrutura e Governança

A CVM abriu 2026 mirando crowdfunding e tokenização

O que muda no acesso a capital para empresa de menor porte.

A agenda regulatória da CVM para 2026 colocou no centro duas frentes que conversam entre si: a substituição da Resolução 88, que rege as ofertas públicas de empresas de menor porte por plataformas de investimento participativo, e a revisão das normas de tokenização. São os dois caminhos por onde o capital tem chegado a projetos que não alcançam uma oferta tradicional.

A matéria explica o que a Resolução 88 permite hoje, o que está em consulta, e o que a tokenização efetivamente é do ponto de vista jurídico — um ativo registrado em blockchain continua sendo, quando representa participação ou promessa de rendimento, um valor mobiliário sujeito à mesma régua.

A pauta interessa a quem capta e a quem investe pelo mesmo motivo: define quem pode ofertar, para quem, e com qual limite.

Números, com fonte
Resolução 88 — crowdfundingSubstituição por nova norma é prioridade da agenda 2026
TokenizaçãoConsulta pública prevista, com revisão das Resoluções 135 e 31
Resolução 175Ajustes nos anexos de FIP, FII e FIF
Conceito de investidor qualificadoEm revisão
Atuação de influenciadores financeirosEm regulamentação

Fonte: Capital Aberto — Agenda regulatória 2026 da CVM tem foco em norma de crowdfunding e alterações para FIP, FII e FIF · Fonte complementar: Página de agenda regulatória e consultas públicas da CVM

Conteúdo institucional — não constitui oferta.

05

Real Estate

Trilha 02 — Ativos Reais

O crédito à construção dobrou — e mudou o eixo do funding imobiliário

O financiamento à produção cresceu 107% em um semestre. O que isso diz sobre o ciclo.

O financiamento imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo somou R$ 67,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 12% sobre os R$ 60,1 bilhões do mesmo período de 2025.

O dado relevante está dentro do número. O crédito destinado à construção saltou de R$ 12,8 bilhões para R$ 26,5 bilhões — alta de 107%. O sistema não cresceu de forma homogênea: ele rebalanceou, saindo da aquisição em direção à produção.

A matéria lê o movimento junto com o dado da matéria 01 — o recuo de 15,8% nos CRIs no mesmo semestre — e discute o que acontece com o incorporador que depende de uma única fonte de funding quando o ciclo vira.

Números, com fonte
Financiamento SBPE, 1º semestre de 2026R$ 67,2 bilhões
Variação sobre 1S25+12%, ante R$ 60,1 bilhões
Crédito à construção, 1S25R$ 12,8 bilhões
Crédito à construção, 1S26R$ 26,5 bilhões
Variação do crédito à construção+107%

Fonte: CBIC — Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Financiamento imobiliário pelo SBPE cresce 12% no primeiro semestre de 2026, 26 de agosto de 2026 · Fonte complementar: ABECIP — Boletim de Crédito Imobiliário e Poupança, edição mensal

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Conteúdo educativo. Não constitui oferta, recomendação, curso regulamentado, certificação profissional ou habilitação para atuação no mercado financeiro.