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Mercado de Capitais
Trilha 05 — Empresa e Capital
O mercado de capitais bate recorde — e o lastro imobiliário encolhe
O que significa um semestre recorde em volume com queda em CRI e debêntures.
O primeiro semestre de 2026 foi o maior da história do mercado de capitais brasileiro: R$ 361,8 bilhões em ofertas, alta de 9,8% sobre o mesmo período de 2025, distribuídos em 1.513 operações. O número, isolado, sugere abundância de capital.
A composição conta outra história. As debêntures caíram 12,1%, os Certificados de Recebíveis Imobiliários recuaram 15,8% e os do Agronegócio, 50,4%. O que puxou o recorde foram os fundos híbridos — FIIs cresceram 103,9% e Fiagros, 288,3% — e os FIDCs, com R$ 53,1 bilhões.
Para quem capta, a leitura prática é que o capital existe, mas mudou de porta. O instrumento que financiou obra na última década perdeu espaço para veículos que compram o recebível já originado.
| Volume total, 1º semestre de 2026 | R$ 361,8 bilhões — recorde |
|---|---|
| Variação sobre 1S25 | +9,8% |
| Operações | 1.513, alta de 13% |
| Debêntures | R$ 169,8 bi, queda de 12,1% |
| CRI | R$ 20,3 bi, queda de 15,8% |
| CRA | R$ 7,1 bi, queda de 50,4% |
| FIDC | R$ 53,1 bi |
| FIIs | R$ 39,5 bi, alta de 103,9% |
| Captação externa | US$ 24,8 bi, melhor desde 2014 |
Fonte: ANBIMA — Com R$ 361,8 bilhões em ofertas, mercado de capitais encerra o 1º semestre de 2026 com volume recorde · Fonte complementar: Boletim de Mercado de Capitais da ANBIMA, edição mensal
